Leonor

Gostaria de começar por dizer que esperava cada sessão alpha às quintas-feiras como quem espera por alcançar a Plenitude, ou seja, desistir de reviver o passado e de me preocupar em demasia com o futuro. Aprendi aqui a manter-me no presente que é onde a vida acontece e a viver um dia de cada vez.
O que sentia antes era a pior das derrotas, era o desalento. Levantava-me pela manhã para sobreviver e não para viver. Posso considerar que fazia tudo automaticamente, tanto no trabalho como em casa e até quase com as pessoas. Sentia-me vazia, tinha dentro de mim dois grandes obstáculos: o medo e a tristeza.
O medo de perder as pessoas queridas, o emprego, a casa, e a tristeza de ter perdido alguém que me faz muita falta…
Hoje sei que nada nos acontece por acaso, aprendi que devemos pensar não apenas no «porquê» mas no «para quê».
Às vezes em situações dramáticas ficamos com raiva e rancor que são, sem dúvida, dos piores sentimentos que alguém pode ter.
Ficamos egoístas e o egoísmo é a razão de todos os males do mundo. Um mundo que seria tão belo se o vivêssemos como vivemos o fim-de-semana Alpha em Fátima.
Destas semanas de percurso Alpha, Fátima foi dos melhores momentos que já tive em toda a minha vida. Foi, para mim, como morrer e chegar ao Céu. Ali, eu vivi em Plenitude porque cheguei à conclusão que a força mais poderosa do mundo é a Fé!
Percebi que o que me faz feliz é ser útil aos outros e que o melhor presente que podemos dar é o perdão, que o melhor remédio é o optimismo, que a mais bela de todas as coisas é o amor e ainda que a sensação mais agradável é a paz interior.
Por isso talvez eu não seja exactamente como gostaria de ser mas passarei a admirar quem realmente sou porque acabei por perceber que, mesmo com incontáveis dúvidas, eu sou capaz de construir um mundo melhor ao meu redor.
Como dizia Madre Teresa Calcutá: «Vou passar pela vida uma só vez, por isso qualquer coisa boa que eu possa fazer a um ser humano devo fazê-lo agora porque não passarei de novo por aqui».

Leonor